Professores decidem encerrar a greve
Curitiba
Albari RosaPasso atrásEm assembléia no Colégio Estadual do Paraná, em Curitiba, ontem pela manhã, professores decidiram pelo fim da greveOs professores da rede estadual de ensino decidiram acabar com a greve iniciada na quinta-feira, mas prometem continuar fazendo oposição ao governo estadual. Ontem pela manhã, reunidos em assembléia no Colégio Estadual do Paraná, em Curitiba, os professores resolveram voltar à atividade a partir de segunda-feira. Voltaremos às salas de aula, mas o nosso movimento de reivindicação continua, avisa o presidente da APP-Sindicato, Romeu Gomes de Miranda.
Segundo o sindicalista, a nova estratégia dos professores será distribuir, a cada 15 dias, panfletos nas salas de aulas, endereçados aos pais dos alunos. O presidente do sindicato afirmou que a ameaça de descontar os salários dos professores nos dias relativos à greve, feita pelo secretário da Educação, Ramiro Wahrhaftig, foi um insulto contra o magistério. Agora também estamos declarando guerra ao governo, disse.
Além da distribuição dos panfletos, Miranda diz que os professores passarão a cumprir, na prática, a hora-atividade - uma das principais reivindicações da categoria. Uma vez por semana, segundo ele, todos os professores deixarão as classes para corrigir provas e preparar aulas. Já que o governo não nos atende, vamos usar métodos alternativos para melhorar nossas condições de trabalho, diz.
Até a próxima assembléia, marcada para 8 de novembro, os professores pretendem fazer outras manifestações contra o governo. No dia 15 de outubro, quando se comemora o Dia do Professor, eles pretendem fazer uma cruzada pelo interior do Paraná. Os professores também prometem fazer uma carreata até Foz do Iguaçu, onde querem fazer uma grande manifestação na abertura dos Jogos Mundiais da Natureza.
Lerner - O governador Jaime Lerner mostrou preocupação com a promessa de manifestação durante os Jogos Mundiais da Natureza. A escolha de uma data como esta é apenas para tirar o brilho de uma festa da região, disse. Lerner disse ontem em Foz do Iguaçu, durante a abertura da Semana da Árvores e lançamento do Programa Florestas Municipais, que a paralisação dos professores teve cunho político. Se os professores compararem os holerites recebidos na gestão do ex-governador Roberto Requião com os recebidos atualmente vão perceber que houve melhora, disse. De acordo com um levantamento do governo, a paralisação atingiu apenas 5% das escolas públicas do Paraná. (Colaborou Antônio França, de Foz do Iguaçu).





