Professores de Matemática aprovam método
PUBLICAÇÃO
sábado, 30 de agosto de 1997
Londrina 
Marcos BorgesSala de aula: exercícios repetidosProfessor de matemática há 20 anos, Carlos Alberto Bordin diz que conhece o método Kumon desde a década de 80. Ele explica que sua filha de sete anos faz o curso e acredita que ela tem evoluído bastante na escola. Na sua opinião, o método é bom para desenvolver o raciocínio do aluno, principalmente na área de cálculos.
Segundo o professor, a repetição de exercícios a que o estudante é submetido faz com que ele seja despertado para a matemática. Com a repetição dos exercícios, ele vai desenvolvendo a sua capacidade para a matemática, afirma. Por outro lado, ele observa que é justamente a repetição o motivo de desânimo para alguns estudantes. O Kumon agrada a uns e desagrada a outros. Os alunos acabam desistindo por ser repetitivo, observa.
Carlos Bordin afirma que os estudantes precisam ter em mente que a repetição é importante para aprender. No inglês também é assim. É preciso repetir várias vezes para aprender, exemplifica.
Na opinião do professor de matemática Jean Audrin do Carmo Ribeiro, o método desenvolve o raciocínio aritmético, mas não acredita que desenvolva o raciocínio lógico. O Kumon ajuda a pessoa a fazer cálculos rápidos, mas não ajuda no raciocíno lógico, observa.
(Lucília Okamura)


