Vinícius Vitorello é um adolescente de 14 anos e estuda no 9º ano da Escola Estadual Maria José Balzanelo Aguilera, em Londrina, e ainda está pensando em qual curso técnico irá se inscrever no final do ano. Com boas notas, é elogiado pelos professores e no intervalo aproveita para conversar com um primo, que também é colega de sala de aula e parceiro dos trabalhos escolares.

O que diferencia Vinícius dos seus colegas de sala é o fato de ser cadeirante e ter dificuldades para escrever, por isso precisa de uma professora de apoio permanente, que o ajuda a copiar para o caderno as tarefas e conteúdo das aulas.

Estudar em uma escola comum com um professor auxiliar só se tornou possível com a política de educação inclusiva, que busca levar para as escolas regulares todas as crianças e adolescentes, independentemente da dificuldade ou deficiência.
''Apenas passo para o papel o que ele não consegue, já que escreve um pouco mais lento. Todas as respostas dos exercícios e das provas são dele'', conta a professora de apoio Fernanda Cristiane Dias.


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