Professores da UFPR elegem nova diretoria
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 19 de maio de 1997
Dary Júnior 
Da Sucursal
Hoje é dia de eleição da nova diretoria da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (Apufpr). Duas chapas concorrem: Sintonia (situação) e Professores em Movimento (oposição). Ambas disputam o voto de cerca de 2,3 mil eleitores. A votação vai das 8 às 21 horas em 16 urnas espalhadas pelo campus. Trabalhamos com uma expectativa de abstenção em torno de 10%, diz a presidente da comissão eleitoral, Judite Trindade.
Com perfil ideológico social-democrata, a chapa Sintonia é encabeçada pelo professor José Roberto Braga Portela, do Departamento de História. Queremos aprofundar o debate sobre a autonomia universitária e, ao mesmo tempo, cobrar do Estado o compromisso com a universidade pública, afirma ele. Também vamos batalhar pela criação de uma fundação estadual de amparo à pesquisa que tenha a participação da comunidade científica, completa.
Já o professor Ricardo de Oliveira, do Departamento de Ciências Sociais, lidera a chapa Professores em Movimento. Ele não foi encontrado para falar sobre suas propostas. No boletim de campanha, o grupo apresenta o apoio do ex-presidentes da APUFPR. É preciso superar imediatamente a postura associativa e recreativa dos tocadores de obra com uma postura mais agressiva e consequente, discursa José Borges Neto, presidente da associação entre 1987 e 1989.
Os professores da UFPR tiveram uma última oportunidade de conhecer as propostas dos candidatos ontem à noite, durante debate realizado na sede da associação. O pleito desta terça-feira vale como revanche. Ligado à tendência Opção de Esquerda, do Partido dos Trabalhadores (PT), o atual grupo de oposição dirigia a entidade há dois anos e perdeu a última eleição. A apuração começa às 22 horas e deve terminar na madrugada de amanhã.
A Apufpr existe desde 1962, período de várias conquistas para a categoria. Os professores têm plano de carreira específico, que prevê a dedicação exclusiva, regime de atenção integral à universidade. A entidade também se engajou na mobilização nacional por eleições diretas (embora proporcionais) para reitores. Atualmente sua maior prioridade é a defesa de uma universidade pública, gratuita e autônoma.


