Professores da UFPR descartam paralisação
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segunda-feira, 12 de junho de 2000
Maigue Gueths De Curitiba 
Está descartada qualquer possibilidade de greve dos professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A decisão foi tomada em uma assembléia realizada ontem, pela manhã. Em todo País, professores de 31 das 52 universidades públicas federais estão paralisados. Os funcionários da UFPR, que englobam parte dos empregados do Hospital de Clínicas (HC), entretanto, decidiram endurecer ainda mais o movimento. Em reunião com a direção do HC, definiram que, a partir de amanhã, o ambulatório não irá mais agendar consultas. Só continuarão a ser atendidos os casos de emergência e internamentos de urgência.
Os servidores federais também não vêem com entusiasmo as declarações recentes do governo federal, de abrir negociações entre as partes. A proposta até agora é insatisfatória, diz Eduardo Salamuni, diretor do Sindicato dos Professores da UFPR (Apufpr).
Em reunião com o comando de greve, em Brasília, o governo acenou com a possibilidade de conversar com cada categoria separadamente, através dos respectivos ministérios, concedendo aumentos por carreira. Segundo Salamuni, o problema é que este aumento por carreira só beneficiaria quem já tem um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), o que significa menos de 70% dos servidores. A implantação de um plano, assim como a reposição salarial de 64%, são as principais reivindicações.
Os funcionários da universidade, que completaram ontem um mês de greve, realizam hoje um protesto público, com atendimento gratuito à população. A partir das 9 horas eles saem em passeata da Praça Santos Andrade até a Boca Maldita, onde permanecem até às 15 horas fazendo exames físicos, de colesterol e medindo a pressão da população.


