Os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) devem decidir amanhã à tarde, em assembléia, se acatam o indicativo do Sindicato dos Docentes de Ensino Superior (Andes) de aceitar o acordo com o governo e pôr fim à paralisação que já dura mais de três meses. Entre as propostas está o reajuste linear de 14,5% no salário base dos professores, a manutenção do Regime Jurídico Único e o aumento no número de docentes nas universidades.
De acordo com o deputado Nelson Marchezan (PSDB-RS), que participou das negociações com o comando nacional de greve, o relator do Orçamento de 2002, deputado Sampaio Dória (PSDB-SP), assegurou o remanejamento de R$ 70 milhões do Orçamento para atender a reivindicação dos professores. Com isso, fica assegurado o montante de R$ 320 milhões para garantir o reajuste dos docentes.
''A proposta é boa porque tem caráter universal. Atinge todos os professores'', avaliou o vice-presidente da Associação dos Professores da UFPR (Apufpr), Ricardo Costa de Oliveira. ''É também uma derrota para o governo, que negava a possibilidade de reajuste linear'', completou.
No entanto, mesmo que o acordo seja aceito, a proposta da associação é de que as aulas só sejam retomadas em janeiro. Apenas as atividades internas da instituição seriam reiniciadas na próxima segunda-feira, dia 3. Com o fim da greve, o calendário do vestibular, programado para o período de 16 a 18 de dezembro, deve ser mantido. (Com agências)

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