Professores da UEL vão paralisar por dois dias
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quarta-feira, 09 de agosto de 2006
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
O Sindicato dos Professores (Sindiprol) e a Associação dos Docentes (Aduel) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) decidiram ontem, em assembléia, paralisar as atividades docentes nos próximos dias 23 e 24. A categoria quer reajuste salarial de 88% e melhores condições de trabalho.
A presidente do Sindiprol, Inez Almeida, ressaltou que todos os departamentos foram representados na assembléia, que reuniu cerca de 35 docentes. ''Não há outra alternativa (senão a paralisação). A UEL vem perdendo professores e qualidade de ensino porque nossos salários são ridículos'', criticou. O piso salarial para 40 horas, hoje, é de R$960,00.
No dia 23, o Sindiprol vai aproveitar a paralisação para fazer nova assembléia, em que será discutida a proposta de suspensão do vestibular 2007 da UEL. Se acatada pelos professores, a proposta será apresentada no dia seguinte ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), que já tem reunião agendada para a data. ''Não podemos continuar realizando vestibulares e fingindo de conta que temos uma universidade de qualidade'', alegou.
O coordenador de ensino superior da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Tarcísio Trindade, declarou que o indicativo de paralisação não se justifica. ''Continuamos abertos às conversações e já deixamos bem claro que, neste ano, não se vislumbra a possibilidade de concessão de reajuste, por impedimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e da própria lei eleitoral'', argumentou.
A coordenação de comunicação social da UEL declarou que a instituição ''reconhece a necessidade dos professores e se propõe a estabelecer uma conversa''. Sobre a suspensão do vestibular, frisou que ''tem compromissos com a comunidade externa e que a questão precisa ser melhor discutida''.


