Professores da UEL podem votar pela greve
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segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Thamiris Geraldini - Grupo Folha 

A possibilidade do Governo do Estado em suspender a reposição salarial dos servidores deve ocasionar uma nova paralisação dos professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A categoria se reúne em assembleia na manhã desta terça-feira (11), às 10h. Além da UEL, a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e a Universidade Estadual do Paraná (Unespar) também participam da mobilização.
Os professores estão em estado de greve desde o último sábado (8), quando o Conselho de Representantes de Base dos Docentes das três instituições e o Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região (Sindiprol) se reuniram para discutir a situação.
"Suspender a reposição que aconteceria no início do ano gerou muita insatisfação entre a categoria. O acordo de reposição foi uma das condições para o fim da greve no ano passado, foi um compromisso firmado entre o governador Beto Richa e os servidores. Diante da sinalização do governo em descumprir o que se dispôs, nós estamos dispostos a ir à luta. Se for necessário, retomaremos a greve", afirmou o vice presidente do Sindiprol, Nilson Magagnin Filho.
No ano passado, o Governo do Estado negociou a reposição da inflação ao servidores para encerrar a greve de 2015, firmando o acordo em lei. Na ocasião, o reajuste do funcionalismo paranaense aconteceria em janeiro de 2017, no entanto, o Governo propõe emendas à lei firmada no passado que, na prática, suspendem o acordo. "A indignação é muito grande e existe uma disposição geral da categoria para lutar contra o calote. Acredito que a discussão da assembleia vai caminhar num entendimento único de que nós devemos deflagrar uma greve a nível estadual já na próxima semana", defende Magagnin.
A deflagração de uma nova greve na UEL pode prejudicar ainda mais a conclusão do ano acadêmico, já que a instituição ainda não conseguiu adequar os calendários após os meses de paralisação em 2015. Atualmente o ano letivo da UEL, que ainda sofrendo com os efeitos da greve do ano passado, está previsto para terminar somente em janeiro.


