Professores da UEL fazem paralisação no dia 20
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quarta-feira, 13 de junho de 2007
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Depois de quatro horas de discussão, professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) decidiram, ontem de manhã, que vão fazer uma paralisação no dia 20. A assembléia aconteceu no Anfiteatro Maior do Centro de Ciências Humanas (CCH) e, além de decidir sobre o indicativo de greve, pretendia discutir o plano de cargos e salários dos docentes e o índice salarial. O assunto, porém, será debatido em nova assembléia agendada para o dia da paralisação.
Convocada pelo Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), a assembléia foi marcada por uma série de contratempos e a própria categoria mostrou-se bastante dividida quanto às decisões. Muitos professores cobraram do sindicato uma análise de conjuntura antes das deliberações, o que acabou não acontecendo. As pautas de discussões foram alteradas mais de uma vez.
A presidente do Sindiprol, Inês Almeida, avaliou o clima da assembléia como o reflexo de uma ''situação tensa'' da categoria. ''Não temos uma proposta do Governo, o que nos deixa muito tensos. E não é só a questão salarial que estamos discutindo aqui, é também a qualidade da universidade, os professores que estão indo embora. Tudo isso é um bem público que foi construído ao longo de décadas. É lamentável que o governo não nos apresente propostas melhores'', disse.
A UEL tem atualmente 1.653 docentes. O salário base inicial de um professor auxiliar, sem especialização, é de R$ 960,00 para 40 horas/aula. Já um professor titular, com o mesmo número de aulas, tem um salário base de R$ 2.416,46.
O Comitê em Defesa do Ensino Superior Público do Paraná, composto por entidades representativas dos professores das instituições de ensino superior, reinvindica uma nova proposta de reajuste do governo, tomando como base a defasagem salarial acumulada desde a implantação do plano de cargos e salários aprovados em 1997, que variam de 28% a 54%, dependendo da titulação de cada docente. Em comunicado oficial ao Sindiprol, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior diz que mantém a proposta de reajuste salarial de 6,57%, índice não aprovado pelo Comitê.
Mas vários professores, durante a assembléia, questionaram a própria legitimidade do Comitê, discussão que acabou dificultanto ainda mais os encaminhamentos da reunião. Apesar do clima tenso, 18 professores votaram a favor do indicativo de greve, 14 votaram contra, e 2 se abstiveram.
''Vamos fazer uma assembléia no dia 20 aqui na UEL mesmo, onde estaremos reunindo os professores e também discutiremos a questão do índice. Depois disso, pretendemos nos reunir numa outra assembléia no dia 1º de agosto para avaliar se faremos ou não greve no segundo período do ano letivo'', disse Inês.


