Professores da UEL fazem dia de greve
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quarta-feira, 23 de agosto de 2006
Guilherme Borges e Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) paralisaram as atividades ontem. O sindicato informou que a adesão foi de ''praticamente'' 100% dos 1653 docentes da universidade. Os professores que não aderiram ao movimento apresentaram justificativas, como a participação num Congresso Nacional de História que está sendo realizado na instituição. A assessoria de imprensa da UEL informou que não tem controle sobre o número de professores que pararam ontem.
A categoria deve se manifestar na manhã de hoje, em frente à agência do Banco do Brasil, no Calçadão da Área Central de Londrina. Antes, às 9h30, junto com os sindicalistas, eles se reúnem em assembléia no Anfiteatro do Hospital Universitário (HU). Os residentes do hospital também paralisam suas atividades hoje.
Cerca de 90 docentes e alguns alunos participaram da assembléia na manhã de ontem, pelo Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol) e Associação dos Docentes da UEL (Aduel). Uma das decisões tomadas foi a iniciativa de fazer uma reunião com representantes dos cursinhos e escolas de ensino médio da cidade. A meta é discutir a questão do vestibular.
De acordo com a presidente do Sindiprol, Inês Almeida, a entidade está questionando a realização do vestibular ''como se nada estivesse acontecendo.'' ''Se a qualidade da universidade cai, como está ocorrendo agora, é ruim para os cursinhos. Queremos o apoio deles nas nossas reivindicações'', declarou. A reunião será hoje, às 14h30, na sala 202 do Centro de Ciências Biológicas (CCB), no campus da UEL.
Pela manhã, poucas turmas tiveram aulas na UEL ontem. Os estudantes do curso de Artes Cênicas tiveram atividades normais. ''A gente não sabe por quê? Quando começamos a ouvir sobre a paralisação a gente perguntou e os professores disseram que ia ter aula normal. Aí a gente veio'', afirmou a aluna, Beatriz Marjud. A colega, Maria Emília Cunha Alves, complementou: ''Alguns professores disseram que não podíamos perder aula senão ficaríamos atrasados, outros que não adiantaria fazer greve e outros nem sabiam direto o que estava acontecendo''.
Os professores reinvidicam reposição salarial de 88% e melhores condições de trabalho. O salário base do professor da UEL é de R$ 960,00. Outra queixa é em relação ao número de professores que atuam hoje na instituição, considerado insuficiente pelo sindicato. Uma assembléia no dia 30 vai definir se as paralisações pontuais serão mantidas até o final do ano.


