Professores da UEL devem parar
Os professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) confirmaram ontem, em assembléia da categoria, a aprovação de um indicativo de greve por tempo determinado. As aulas devem ser suspensas de 21 a 23 de junho. A decisão definitiva, no entanto, será tomada pelos profissionais na manhã de terça-feira, primeiro dia da possível paralisação.
''Quem decide é a categoria, mas a minha expectativa é que ocorra a paralisação'', avaliou o presidente do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), César Cagiano Santos. Segundo ele, as perdas salariais reais dos professores são de 60%. A última reposição conquistada pela categoria foi de 13,55%, concedida pelo governo após a última greve.
''Estamos em negociação desde o ano passado, mas o governo não propõe nada concretamente'', disse Santos, que acrescentou que esta proposta foi a terceira apresentada pela categoria.
Para a reitora Lygia Pupatto, a reivindicação dos professores é justa. ''Estamos negociando com o Governo do Estado e tivemos avanços. Esperamos uma sinalização para os próximos dias''. Ela disse ainda que não acredita que a paralisação possa estender-se por tempo indeterminado. ''Estamos em final de semestre'', justificou. César Santos esclareceu que a categoria não está trabalhando com essa hipótese.
A última greve foi a maior da história da UEL. As aulas foram paralisadas em outubro de 2001 e retomadas apenas em março de 2202. O calendário foi normalizado apenas dois anos atrás. (F.R.F.)





