Lucilia Okamura
De Londrina
A partir de fevereiro do próximo ano, o Colégio São Paulo funcionará em um prédio da Avenida Duque de Caxias, 450, em frente à Prefeitura (zona sul de Londrina) e será dirigido por uma associação formada por 13 professores. Atualmente, o colégio fica na Rua Piauí (área central), mas o local terá de ser desocupado porque o terreno foi vendido para uma construtora.
A criação da Associação Educacional e Cultural São Paulo foi a maneira encontrada pelos professores para evitar que o colégio fechasse. Esta possibilidade foi cogitada no final de setembro, quando a venda do terreno, que pertencia à Sociedade FA DI Bruno (ligada aos padres palotinos), se tornou pública. A compradora é a Construtora Quadra e, na época, a informação era de que seria erguido um conjunto de prédios no local.
O terreno de sete mil metros quadrados na Avenida Duque de Caxias onde funcionará o colégio é alugado e atualmente a área construída se resume a um barracão. O presidente da associação, James Bussmann, disse ontem que devem ser investidos cerca de R$ 100 mil para a reforma geral, que inclui a construção de 10 salas de aula, laboratórios de física, química e informática e quadra de esportes, entre outros.
Segundo Bussmann, os recursos necessários virão dos próprios associados de financiamento que a entidade pretende realizar. Atualmente, o colégio atende cerca de 500 alunos do pré até o 3º ano do ensino médio. Bussmann acredita que metade desse total se transfira para o novo prédio. ‘‘Cerca de 45% dos alunos moram no centro e não irão para lá por causa da distância, mas passaremos a atender alunos daquela região’’, observa.
No novo local, a escola oferecerá aulas do 1º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio, além de curso pré-vestibular. Este último já está funcionando sob a coordenação da entidade. Sobre a possibilidade de aproveitar todos os 47 professores que atualmente trabalham no colégio, Bussmann informou que primeiro é preciso definir o número de matrículas.
Professores da associação garantiram que as mensalidades não aumentarão – a média é de R$ 180,00. Luis Carlos Moçato, da entidade, observou que, ao contrário do que acontece hoje, não será cobrada uma taxa pelas apostilas. Ele explicou ainda que o material didático do Colégio Dom Bosco será substituído pelo do Colégio Positivo.
Os móveis e outros equipamentos a serem utilizados no colégio foram cedidos em regime de comodato pela Universidade Norte do Paraná (Unopar). Segundo o reitor Marco Antonio Laffranchi, não foi estipulado por quanto tempo valerá o comodato. Ele explicou ainda que os 17 funcionários do colégio serão aproveitados na Unopar.
Laffranchi observou que ficou à frente do colégio por 27 anos. ‘‘Aqui foi o início de tudo, onde começamos nossa caminhada educacional e o colégio se transformou na Unopar’’, disse.
A associação tem um projeto ambicioso: a de transformar, em três anos, o Colégio São Paulo no maior da cidade em número de alunos e em qualidade de ensino. Segundo Mostaço, o maior de Londrina atualmente possui cerca de 3.500 alunos.

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