Curitiba – Cerca de 200 professores e funcionários da rede estadual de ensino deram largada, ontem de manhã, à 3ª Marcha da Educação Pública. O grupo saiu do município de Ponta Grossa e vai percorer 128 quilômetros até Curitiba, seguindo roteiro que inclui acampamentos e caminhada de 25 quilômetros por dia. De acordo com a APP-Sindicato, a marcha simboliza a luta em defesa da escola pública, dos cerca de 1,2 milhão de alunos e dos 80 mil professores da rede pública estadual.
  O grupo chega em Curitiba no próximo dia 20, quando irá cobrar do Governo uma resposta positiva quanto as reivindicações da categoria, que se resumem na aprovação do Plano de Cargos e Carreiras para os funcionários (inspetores, cantineiros, faxineiras, etc) das escolas e na equiparação salarial dos docentes com outros servidores estaduais de nível superior.‘‘A marcha acontece nos anos que estamos em mobilização mais intensa e momentos de negociação com o governo. Queremos que ele atenda nossa pauta de reivindicações, até porque o servidor com nível superior recebe quase duas vezes mais do que um professor, com mesmo grau de escolaridade. O nosso salário não pode ficar aquém’’, explica Marlei Fernandes, daa coordenação política da APP–Sindicato.
  Ontem, os manifestantes iriam caminhar até o Parque Estadual Vila Velha, onde fariam a primeira parada e montariam barracas para passar a noite. Nos dias seguintes, a marcha vai manter o ritmo de caminhada, fazendo mais duas paradas em São Luiz do Purun㠖 numa delas, no domingo, vão deixar um pouco de lado a luta política para torcer pelo Brasil na Copa do Mundo – e uma em Campo Largo, onde vão se juntar ao Movimento dos Trabahadores Sem Terra (MST), num grande ato, na segunda-feira. O presidente licenciado da entidade, José Lemos, fez discurso para os presentes, mas preferiu não dar entrevista a imprensa, já que é candidato a deputado estadual.
  No dia 20, o grupo vai encontrar outros representantes da categoria, que vão chegar de ônibus dos municípios onde ficam os 29 núcleos da APP-Sindicato. A concentração será às 10h30, em frente a Catedral Nossa Senhora da Luz. ‘‘A marcha do ano passado foi difícil, mas tivemos bons resultados e por isso é gratificante participar novamente, ainda mais depois de uma campanha de luta’’ comemora a funcionária Clotilde Vasconcelos, de 53 anos, lembrando que a Marcha da Educação Pública também aconteceu em 1999. A entidade antecipa que as mobilizações da categoria voltam após as férias, no mês de agosto, quando haverá a Conferência de Educação, nos dias 4 e 5, o debate com os candidatos ao Governo do Estado e ainda, o dia de ‘‘Luto e Luta da Educação do Estado’’.

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