Campo Mourão Começou esta semana um treinamento que capacita professores no trabalho de repassar informações sobre Aids, drogas e doenças sexualmente transmissíveis para alunos a partir da quarta série. O objetivo é iniciar um amplo trabalho educativo, principalmente contra a Aids, a partir do ano que vem.
``Os professores estão aprendendo como tratar do assunto em sala de aula dentro do curso natural da matéria``, disse a coordenadora do Trabalho de Redução de Casos de Aids (Troca), Luciana Marinho Farias. ``Na hora de trabalhar uma interpretação de texto, por exemplo, o professor poderá usar um texto sobre a doença``, explica.
Na semana que vem, o presidente da Associação Brasileira de Redução de Danos, o médico Marcelo Araújo Campos, estará em Campo Mourão participando de um trabalho de sensibilização para evitar o surgimento de novos casos da doença. Durante cinco dias, Campos estará reunido com diversas categorias profissionais para tratar do assunto.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, existem hoje na região de Campo Mourão 130 casos notificados de doentes de Aids. Desse total, 67% são de Campo Mourão. ``Esses são os casos que procuraram o serviço público de saúde``, explica Luciana. A estimativa é que para cada caso confirmado, existam outras 14 pessoas contaminadas.
Em Campo Mourão, o programa de redução de danos (Troca) foi iniciado em abril, depois que um estudo indicou que o número de casos de Aids na cidade tinha tendência de crescer devido, principalmente, ao usuários de drogas. Composto por sete pessoas, o Troca procura usuários de drogas e profissionais do sexo para distribuir seringas e preservativos.
``O objetivo é reduzir os danos que uma pessoa pode causar por usar drogas, por exemplo, e compartilhar seringas e não usar preservativos``, ressalta a secretária de Saúde, Nilma Ladeia de Carvalho Dias. Em seis meses, a aceitação do programa foi além do esperado. ``Já temos casos de usuários que nos procuram para trocar a seringa``, revela.

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