Mal voltaram às aulas, os professores da rede pública estadual já estudam a possibilidade de retomar a greve. De acordo com o sindicato da categoria (APP-Sindicato), o governo não cumpriu o acordo estabelecido dia 16 de junho, quando foi decidido o fim da paralisação. O presidente do sindicato, Romeu Miranda, afirmou que este mês o governo teria ‘‘esquecido de pagar’’ os avanços de carreira dos professores.
Além disso, continua Miranda, o governo estaria insistindo em manter a Paraná Educação, ao recorrer da decisão que suspendeu o concurso da paraestatal. A assessoria de imprensa da Secretaria da Educação rebate as acusações do sindicato, informando que todos os pontos foram respeitados e que estaria havendo uma má interpretação do acordo.
Miranda disse que os professores foram surpreendidos quando receberam seus holerites, no fim do mês, e não viram os reajustes referentes aos avanços de carreira. Ele acrescentou que cada uma dos 12 mil professores beneficiados iriam receber um aumento de cerca de R$ 100,00.
A assessoria de imprensa da secretaria assegura que foram pagos os aumentos. No entanto, os avanços quitados referem-se ao mês de outubro de 1999, data em que o governo estadual não reajustou os salários dos professores. Segundo a assessoria, a APP entendeu errado o acordo, acreditando que se pagaria o reajuste de outubro, acumulando também a diferença de salário do mês de junho deste ano.
‘‘A secretária Alcyone Saliba não está querendo dialogar e evita até marcar reunião com os professores’’, afirmou Romeu Miranda. Ele disse que os professores respeitaram o acordo ao voltar às aulas, repondo os dias parados. A assessoria da secretária Alcyone Saliba enviou cópia do acordo no qual informa que uma nova reunião seria feita dentro de dois meses. A data até teria sido estipulada em 30 de agosto.
Romeu Miranda disse ainda que a Secretaria de Educação está cometendo um erro ao tentar manter o concurso do Paraná Educação. ‘‘Ao chamar os professores, está desrespeitando a Justiça e colocando em risco o futuro deles, ao empregá-los em uma empresa inconstitucional’’, afirmou. Para o sindicalista, a solução é que os docentes sejam incorporados como funcionários públicos estaduais.
A assessoria de imprensa da secretaria informou que a ação questiona o concurso e não a Paraná Educação, que hoje abriga 10 mil funcionários. O governo pretende recorrer da decisão que cancelou o concurso, e já está chamando os aprovados.

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