Professores ainda estão despreparados
A pesquisa apontou que os adolescentes querem conversar mais sobre sexo e drogas, especialmente no ambiente escolar. Entretanto, os professores, tanto de escolas particulares quanto das públicas, ainda não estão suficientemente preparados para abordar esses assuntos de forma clara, franca e sem preconceitos.
Estes ainda são temas polêmicos, aponta a diretora geral do Instituto de Educação Estadual de Londrina (Ieel), Rosicler Bueno, completando que os temas ainda não trabalhados adequadamente. Os professores têm que se atualizar para discutir os dois temas. Nós fomos educados de uma forma que falar sobre isso significava despertar o interesse (dos jovens). Hoje, não pode ser mais assim.
Para melhorar a atuação na escola que dirige, os professores estão participando de projetos na área promovidos pela Secretaria Estadual de Educação, com oficinas sobre sexualidade, e pelo Centro de Referência de Atendimento ao Adolescente de Londrina (Craal). Rosicler aponta que essa maior conscientização é extremamente importante porque os alunos passaram a ficar demais.
Quanto às drogas, Rosicler confirma que os adolescentes começam a usar por influência do grupo. A bebida é vendida facilmente nos bares próximos à escola e isso é perigoso por que ela abre caminho para as outras drogas. Ela revela que os próprios donos de bares ensinam os jovens a disfarçarem a bebida em latas de refrigerante.
A diretora pedagógica do Colégio Marista, Marize Rufino, também concorda que os professores precisam de uma maior capacitação para abordar os temas com seus alunos. Neste ano, estamos elaborando uma proposta mais sistemática para tornar esses temas um processo (dentro das salas de aula), ressalta.





