Professora se livra de um
hábito e adquire mais dois
Marcelo AlmeidaMariza Cella olha embaixo da cama: hábito infantil persistenteA mania de olhar embaixo da cama antes de dormir acompanhou por muito tempo a professora aposentada Mariza Canário Cella, 56 anos. Ela conta que o hábito surgiu na infância, quando os irmãos a assustavam, dizendo que havia um lobisomem ou outro monstro qualquer escondido naquele lugar.
Se para muita gente o hábito é associado apenas a crianças, para Mariza durou até depois do casamento. ‘‘Até quando estava grávida de um dos meus dois filhos eu tinha que ajoelhar no chão e me certificar que não havia ninguém lá embaixo. Meu marido vivia reclamando, dizendo não entender como uma mãe de família podia fazer aquilo’’, lembra.
Segundo ela, a mania foi passando quando o espaço embaixo da cama foi transformado em uma espécie de depósito. ‘‘A casa foi ficando pequena e a cama virou guarda-volumes para tapetes, malas e caixas com objetos.’’
Hoje, Mariza tem outras duas manias curiosas: olhar repetidamente a tomada do ferro de passar, para verificar se o aparelho está desligado, e a torneira do gás, para ver se não está vazando.
Quando criança, Mariza esqueceu o ferro ligado e o aparelho queimou o cobertor, a mesa de madeira e caiu no chão. O trauma dura até hoje. ‘‘Uma vez, estava viajando com toda a família e tivemos que voltar uns 30 km para ver se o ferro estava ligado’’, conta. (G.P.)

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