A professora municipal Marlene Balan Melão acusou ontem a Polícia Civil de Cianorte de não respeitar seus direitos constitucionais. Ela disse à Folha por telefone que estava sendo atendida na clínica Golden Vida - Terapias Naturais, terça-feira, quando por volta das 10 horas agentes policiais comandados pelo delegado Nelson Tavares ‘‘invadiram a clínica’’.
A clínica foi fechada porque a polícia constatou, segundo informações do delegado Tavares, que seus donos eram charlatães, se faziam passar por médicos.
Ela contou que fazia massagem estética na clínica. ‘‘Estava quase terminando a massagem quando os policiais entraram de modo grotesco e me levaram para depor na delegacia’’. Segundo Marlene, ela depôs como testemunha mas não teve seus direitos respeitados. ‘‘Não me deixaram mostrar meus documentos e nem permitiram que eu fosse à delegacia em meu carro’’, contou.
‘‘O mínimo que eles poderiam fazer era pedir meus documentos e combinar dia e hora para eu depor, já que sou apenas testemunha’’, disse Marlene. Ela afirmou não ter nada contra a ação policial. Na delegacia, continuou Marlene, ela desmaiou três vezes, pois, segundo ela, tem pressão alta e taquicardia. Após o terceiro desmaio, os policiais pediram a ambulância para levá-la até um hospital.
‘‘Na cidade, todos comentam que fui presa. Ora, tenho filhos, sou professora da prefeitura há 15 anos, tenho curso de pós-graduação em pedagogia. Sei o que falo e o que faço. Isso não é jeito de tratar uma cidad㒒, concluiu.
O delegado Nelson Tavares não foi trabalhar ontem à tarde. Segundo seus funcionários, estava de cama, doente.

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