‘‘Quando ajudamos o próximo estamos ajudando a nós mesmos.’’ Assim a professora do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia de Porto Alegre (RS), Janete Musskopf, encara o trabalho voluntário. Ela é a idealizadora do curso ‘‘Assistencialidade na Prática’’, que vem ministrando em várias cidades do País. O curso foi elaborado após uma pesquisa sobre os motivos que levam pessoas a ajudar os outros. Janete deu o curso em Londrina no mês passado.
Segundo a professora, a necessidade de ajudar pode ser compreendida pelo fato de que nenhuma pessoa vive solitária nem abandona ninguém. ‘‘A consciência é multidimensional e multiexistencial, além da fronteira da manisfestação física.’’
Janete Musskopf defende que uma das características especiais da pessoa que se propõe a ajudar os outros é querer, antes de mais nada, ajudar a si própria, promover a melhoria de vida através da racionalidade, do entendimento, da força de vontade. ‘‘Nos sentimos bem ao ajudarmos outras pessoas porque a nossa evolução consciencial está intimamente ligada à ajuda mútua, que é praticamente colocada diante de nós de forma inevitável, devido à questão da grupalidade.’’
Segundo Janete, a pesquisa indicou que ajudar as pessoas de uma forma mais complexa leva a uma vida melhor. ‘‘Nossa vida começa a funcionar com uma sincronicidade maior. Por exemplo: se preciso me mudar, consigo um local apropriado, adequado para mim. A pessoa que ajuda melhora a relação dela consigo própria e com o mundo em sua volta.’’
Outro aspecto salientado por Janete Musskopf é que a assistência evita a melancolia, principalmente entre pessoas de idades mais avançadas. ‘‘Elas passam a ter uma perspectiva diferente de vida.’’ A pesquisa desenvolvida pela professora teve como finalidade relacionar a assistencialidade com a questão da evolução da consciência. ‘‘Quando a pessoa ajuda outra, ela passa a aproveitar melhor seus talentos, energias, tempo e espaço, melhorando a qualidade de vida e, consequentemente, evitando a melancolia.’’

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