Professora deixa
coordenação e reclama
da falta de estrutura
A professora da Universidade Estadual de Londrina, Vilma do Amaral, deixou a coordenação do Pró-Egresso no final de maio, após quatro anos no cargo. Ontem, em entrevista à Folha, ela afirmou que tinha outros projetos para desenvolver e que a decisão de deixar a chefia não foi motivada pelo atraso no repasse das verbas.
Vilma do Amaral reclamou da falta de infra-estrutura para melhorar o programa e disse que, apesar de ser modelo para o Brasil, faltam recursos humanos e equipamentos. ‘‘A pouca estrutura que se tem está sendo minada. Também precisamos de equipamentos e mais confiança nas condições de trabalho’’, comentou.
A ex-coordenadora também defendeu a contratação de um corpo técnico permanente para o programa já que os profissionais do Pró-Egresso são professores da universidade.
Para Vilma do Amaral, o programa é fundamental para a sociedade. ‘‘Acreditar no ser humano ainda é algo essencial. Não podemos deixar que um erro personifique uma pessoa. A sociedade acredita que enclausurar é o meio de resolver esses problemas, quando devemos combater as causas desse problema’’.
Na opinião da professora, a falta de modelos políticos e familiares é um fator que contribui para o aumento da população carcerária. Vilma do Amaral entende que o profissional do Pró-Egresso aprende com a pessoa marginalizada. ‘‘Aprendemos que alguns erros são aceitos e outros não’’.(L.R.)

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