Professora defende preservação
A exposição teve como ponto de partida a tese de mestrado da professora Aline Alves Anhesim. Segundo ela, a estrada mestre foi construída sobre o espigão que dividia as bacias hidrográficas para facilitar a divisão dos lotes, que tinha a estrada na frente da propriedade e a disponibilidade de água no fundo.
Segundo ela, isso foi o diferencial em relação a outras partes do Brasil. A estrada funcionava como um colar de contas, com núcleos urbanos a cada 15 km, e no momento de colonização foi abrindo e dando suporte para a implantação da ferrovia. "Ainda hoje a gente consegue perceber na chegada na cidade que lá era uma via de passagem importante, mesmo com a concentração de estabelecimentos comerciais que existe hoje."
Aline defende a preservação de elementos que permitem a identificação da estrada. "O que contribui para a retomada da memória é o ambiente construído, mas devemos preservar não só os imóveis, mas alguns hábitos que foram se estabelecendo lá, a relação entre as pessoas, alguns panoramas e algumas árvores que dão a ideia de chegada e saída da cidade", reforçou. "Tem um bar que até hoje, quando chove, jogam serragem no chão para que os clientes não escorreguem. Isso vem do tempo em que a estrada era de terra", ressaltou. (V.O.)





