Professora Daise Oliveira
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 05 de junho de 2000
Silvana Leão De Londrina 
Londrina está dando os primeiros passos na organização de seu arquivo público municipal, criado em dezembro do ano passado. Durante toda esta semana, a professora da Universidade de São Paulo (USP) e presidente do Fórum Nacional de Dirigentes de Arquivos Municipais, Daise Aparecida Oliveira, permanece na cidade treinando funcionários da Secretaria de Obras, primeiro órgão a implantar a política de gestão de documentos e informações.
Ontem de manhã Daise de Oliveira que também representa a América Latina em um comitê internacional que estuda projetos de arquivos municipais, diretamente ligado à Unesco proferiu palestra no auditório da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) sobre o tema Arquivos municipais: casa da memória e centros de informação. Ela lembrou que Londrina está começando um trabalho pioneiro no Estado, passando a coordenar e irradiar este tipo de experiência para os outros municípios do norte do Estado.
Para a professora, a implantanção de um arquivo significa a busca por eficiência, rentabilidade e transparência na administração pública. É garantir a preservação dos documentos históricos e a integração deste patrimônio a tudo o que é produzido hoje, garantindo também o acesso à informação, que é um direito constitucional de toda a população.
Daise de Oliveira explica que todos os documentos produzidos pela prefeitura serão organizados, de forma que aqueles que não têm importância, sejam eliminados. Os que registram informações importantes, para o município ou para a população, serão preservados. A professora observa que atualmente um arquivo não deve mais ser encarado como um local que só abriga papéis velhos, mas sim um local que contenha documentos necessários para garantir eficácia administrativa. Assim eles serão acessados rapidamente e poderão colaborar para atos decisórios.
Para Daise de Oliveira, a partir do momento em que as prefeituras estiverem facilitando o acesso a todos os seus documentos, ficará mais difícil a prática de irregularidades por parte da administração. Por isso, além de mais agilidade, ela diz que o arquivo pode siginificar transparência administrativa.
Até problemas judiciais envolvendo órgãos públicos poderão ser resolvidos com mais facilidade. O secretário de administração do município, José Araídes Fernandes, admite que hoje em dia há grande dificuldade em localizar documentos e, muitas vezes, os municípios perdem ações por não conseguir localizar a tempo papéis necessários à sua defesa. Segundo Araídes, todos os documentos selecionados serão microfilmados.


