A professora Brasilina Esteves, que está presa desde o início do mês sob a acusação de liderar a invasão à Fazenda Ouro Verde, em Altamira do Paraná (140 km ao sul de Campo Mourão), está correndo o risco de ficar surda.
A informação é do advogado Márcio Possebom. Segundo ele, Brasilina estava em tratamento médico antes da prisão e o problema no ouvido está se agravando devido à umidade da cela.
O advogado já entrou com um pedido de habeas-corpus no Fórum de Campina da Lagoa solicitando cela especial à professora. Possebom argumenta que a ela tem curso superior.
Até sexta-feira à tarde, o juiz Sílvio Hideki Yamagushi ainda não tinha dado parecer sobre o caso. O juiz tinha apenas pedido ao advogado que apresentasse documentos provando a formação universitária da professora. Possebom também aguarda despacho para outros habeas-corpus.
No primeiro pedido, feito na semana passada, o advogado argumentou que a professora não tem nenhum envolvimento com a invasão e que ela apenas faz parte da direção municipal do PT.
Além disso, Possebom argumenta que Brasilina não foi intimada pessoalmente, apesar de ter residência e emprego fixo. A Fazenda Ouro Verde está invadida desde o final de agosto do ano passado. A área tem 800 hectares e pertence a Keigo Omori.

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