Professora atropelada tem bolsa furtada
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sexta-feira, 24 de julho de 2009
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Uma professora aposentada foi vítima de um atropelamento grave por volta das 12 horas de ontem no Centro de Londrina. Não bastasse isso, enquanto ela recebia atendimento dentro de uma viatura do Siate, um homem se aproveitou da aglomeração de pessoas e saiu correndo com a sua bolsa. Populares saíram em perseguição e ''prenderam'' o suspeito no Bosque Central.
O atropelamento aconteceu no cruzamento das ruas Souza Naves e Pará. Segundo policiais e socorristas do Siate, Iracy Helena Justo, 72 anos, estaria cruzando a faixa de pedestres da Pará quando foi atingida por uma Honda Biz. A professora sofreu traumatismo craniano grave e foi atendida no local por socorristas e um médico do Siate.
Enquanto recebia socorro, um homem teria furtado a bolsa da vítima, que estava dentro da ambulância. O servidor público Silvio Aparecido de Oliveira estava num prédio próximo e disse ter visto quando o homem saiu correndo. Ele correu atrás e conseguiu deter o suspeito no Bosque Central, ''quando ele tentava abrir a bolsa''. Imediatamente, outras pessoas também pararam para ajudar a deter o suspeito.
Um segurança da Catedral Metropolitana usou uma algema para prender o homem até a chegada da Polícia Militar, que demorou mais de meia hora para atender a ocorrência. Por pouco o suspeito não foi linchado. A Central de Operações da Polícia Militar (Copom) alegou que as viaturas estariam atendendo outras ocorrências e, por isso, o chamado teria demorado para ser atendido. O suspeito, identificado como Luiz Ferreira de Lima, 41 anos, foi encaminhado para o 1º Distrito Policial, onde foi autuado por tentativa de furto. Ele, que não tinha antecedentes, negou o crime.
A professora foi encaminhada em estado grave para a Santa Casa. No final da tarde o hospital informou que seu estado era regular, embora ainda estivesse sendo submetida a alguns exames. Posteriormente a vítima seria reavaliada pelos médicos. Já o condutor da Honda Biz teve fratura de clavícula e costelas e foi encaminhado para o Hospital Evangélico, em estado regular.
O sargento Dutra, do Corpo de Bombeiros, explicou que os socorristas têm como prioridade prestar o atendimento à vítima, mas também são responsáveis pelos objetos pessoais e pertences. Tudo o que é encontrado no local é recolhido e detalhado em uma ''relação de pertences''. Posteriormente, o documento e os bens da vítima são entregues a um funcionário do hospital para onde ela foi encaminhada. Segundo o sargento, a situação vivenciada ontem pelos socorristas não é comum.


