Professor vê elo entre dor e prazer
Professor vê elo entre dor e prazer
Josoé de CarvalhoExperiênciaO professor e palestrante Alexandre do Espírito Santo: Tudo que aprendi com prazer esqueci. O que aprendi com dor ficou
No fórum Sexo, prazer e dor, o professor Alexandre do Espírito Santo, com formação em filosofia, deu palestra com um relato pessoal sobre cada uma dessas três realidades, dentro de conceitos filosóficos. O tema é muito árido, então resolvi falar de minha experiência, começando pelo prazer.
Alexandre do Espírito Santo faz uma associação entre o desenvolvimento pessoal e mental com o prazer. Para ele, quanto mais a pessoa se desenvolve mais ela descobre focos de prazer, como as artes, a música e até mesmo as pequenas coisas. Ela passa a ter uma interação pessoal mais enriquecida. Não fica preocupada com a superfície das coisas. O desenvolvimento mental e educacional nos leva a descobrir o mundo como fonte de prazer, considera. Para o professor, o prazer não chega a ser um estado de alegria se não vem acompanhado de expectativas de resultados desejáveis.
Embora vista de forma desagradável, é com a dor que se aprende mais, na opinião de Espírito Santo. A dor é mais positiva, pois ela fundamenta nossa existência. Tudo que aprendi com prazer esqueci. O que aprendi com dor ficou. Citando Schopenhauer, o professor comenta que nós sentimos a dor, mas não a ausência da dor.
Ele cita que dor e prazer são naturalmente relacionadas na filosofia e teologia. São duas grandes mestras do homem. Por um ponto de vista simples, onde começa uma termina a outra. Quando chegamos ao limite de uma, alcançamos a outra. Por exemplo: a própria ausência extrema da dor é um prazer.
Para relacionar sexo, prazer e dor, Espírito Santo observa que o sexo é a figura que simboliza o prazer. Quando falamos em sexo, falamos em prazer e dor. São ângulos de um mesmo triângulo.





