Professor queria recuo ainda maior
O parecer que o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) possui sobre o índice de H/6 para recuos laterais nas construções foi preparado pelo professor Aloísio Leoni Schmid, da disciplina de Conforto Ambiental do Departamento de Arquitetura da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ele analisou o índice definido pelo Ippuc um mês antes da proposta começar a ser apresentada pelo prefeito Cassio Taniguchi (PFL) à comunidade. ‘‘O índice de um sexto para os recuos é melhor que a atual, mas trata-se de um avanço tímido’’, disse o professor.
Atualmente, a média do afastamento lateral em Curitiba é de H/9 (um nono da altura para o recuo), segundo a assessoria do Ippuc. Para Schimid, o ponto positivo do novo afastamento é que se trata de uma fórmula simples. Porém, não contempla as casas particulares. ‘‘Ainda é insuficiente para o conforto nos apartamentos baixos’’, conclui. Em prédios localizados em ruas com sentido sul, sudoeste e sudeste a incidência solar é menor ainda. ‘‘Se eu fosse apresentar um índice, defenderia o H/2, que garante a ensolação e aeração de todos os apartamentos’’.
Ele não concorda com a possibilidade de reduzir ainda mais o índice dos recuos laterais na nova proposta de lei de uso de solos e zoneamento. ‘‘Os empresários deveriam apostar na melhoria da qualidade de vida para valorizar o metro quadrado da construção.’’ Segundo Schimid, a possibilidade de transferência de potencial construtivo para novos eixos, apresentada pela prefeitura, será uma compensação para evitar prejuízos causados pelo aumento nos recuos laterais.

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