Como gerar energia sem impactar negativamente o meio ambiente? Pesquisadores presentes ao debate promovido pela Folha sobre a construção de hidrelétricas no Paraná colocaram em discussão dois pontos: a utilização de energias alternativas, e a modernização dos equipamentos das usinas para minimizar as perdas de energia.
Segundo o estudioso de energias alternativas, Valmir da França, é necessário que se rediscuta esta 'terrível matriz energética que prioriza a hidroeletrecidade'. De acordo com o professor, em recente seminário sobre a Interconexão Elétrica Internacional, organizado pela Organização Latino-Americano de Energia (OLADE), o qual o Brasil é um dos países membros, afirmou-se que o Paraná é um estado com vocação para a hidroeletrecidade.
O professor sugere a exploração de energias alternativas, como a solar, a eólica (pela ação dos ventos) e a biomassa. ''Nós temos dois terços do nosso território recebendo radiação solar mais de 300 dias por ano. Morei um período na França e no laboratório onde eu trabalhava só se acendia a lâmpada em dias de tempestade ou neve. Lá existe o conceito de sustentabilidade em relação ao uso de energia.
Não só o Paraná, mas o Brasil necessita de mais usinas? Este foi o questionamento lançado pelo professor Torezan. Ele defendeu que uma das formas de se evitar a construção de mais usinas é repotencializar os equipamentos das hidrelétricas com mais de 20 anos. ''Os equipamentos de muitas UHs foram comprados já obsoletos da Alemanha e dos Estados Unidos durante o período militar. Já ouvi falar que a falta de modernização das barragens gera perdas de até 30% no sistema elétrico'', concluiu.(C.V.)

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