Professor quer entrar na Justiça contra o corte
O professor Osvaldo Heller da Silva não quer deixar barato o corte de árvores em sua chácara. Ele diz que vai entrar na Justiça para recuperar o prejuízo, além de formalizar uma queixa contra a Cocel no IAP. Eles que venham reflorestar ou me paguem para isso, levando em conta não apenas o valor de cada árvore, mas o tempo que elas levariam para crescer.
A importância do trecho desmatado está, para Heller, diretamente ligada à saúde de sua família, que utiliza a propriedade como residência fixa. Segundo Heller, a chácara fica às margens de uma estrada de tráfego diário e intenso de caminhões, que levantam muita poeira. As árvores acabavam funcionando como um filtro, impedindo que o pó fosse em direção à casa.
O fato de não ter sido comunicado pela Cocel sobre a necessidade de desmatar áreas sob a rede elétrica foi, na opinião do professor, o pior de tudo. Estaria disposto a pagar do meu bolso a mudança da rede de lugar para manter as árvores intocadas, disse. O responsável pela Divisão de Distribuição da Cocel, Marco Antonio Portugal, explicou que se o caseiro da propriedade não foi avisado, é porque ele não estava presente no momento em que o corte das árvores começou. Existe a orientação de não entrar nas propriedades sem antes comunicar o responsável, disse.
Portugal informou que a limpeza de matas é feita com base em documentos assinados pelos proprietários. Ao permitir a passagem da rede de energia por dentro de seus terrenos, eles também autorizariam sua manutenção. O que pode ter acontecido é que o antigo proprietário assinou o termo e o professor Heller comprou a área sem saber desta manutenção, disse.





