Professor pede plano de carreira
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quarta-feira, 01 de julho de 1998
James Alberti 
Professores da rede municipal de ensino de Curitiba deixaram as salas de aula às 15 horas de ontem e interromperam o trânsito na Rua Marechal Deodoro, no centro, durante protesto em frente à Secretaria Municipal da Educação. Pelo menos 12 das 130 escolas municipais, onde trabalham 6.700 professores, paralisaram totalmente as aulas, segundo a liderança do movimento.
Com faixas e palavras de ordem, os professores pediram a aprovação do Plano de Carreira, Cargos e Salários, formulado por uma comissão da categoria. Queremos uma resposta do secretário quanto às reivindicações, disse a professora Almira Maciel, diretora do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba.
A resposta veio e não agradou aos professores. Não há como dar uma resposta sobre um novo plano de cargos e salários em uma semana, disse, em nota à imprensa, o secretário da Educação, Paulo Schimidt. O secretário criticou o protesto, dizendo que com essa atitude o sindicato não quer o diálogo, mas o confronto. Admitindo que o plano já devia estar pronto, Schimidt culpou o PT pelo atraso, porque o partido teria entrado com uma liminar adiando o prazo.
Schimidt afirmou que a secretaria da Educação e Recursos Humanos já estudava a reivindicação do sindicato. Antes do sindicato atravessar as negociações, a secretaria tomou a iniciativa de pedir aos professores sugestões para adequar o plano de cargos e salários à LDB.
Almira Maciel disse que não é bem assim. Em fevereiro deste ano pedimos para a secretaria formar uma comissão paritária, que elaboraria o plano de cargos e salários. O secretário nem chamou a comissão nem deu uma reposta, afirmou ela. Conforme a sindicalista, os próprios professores formaram uma comissão, que estudou e formulou o plano, levando em conta as normas do Fundo de Desenvolvimento de Manutenção do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério.
De acordo com Almira, a falta do plano causa distorções que faz um educador com mais de dez anos de carreira ou pós-graduado ganhar o mesmo salário que um professor em início de carreira, ou seja, cerca de R$ 380,00. No documento, os professores fazem a proposta de um piso salarial para a categoria, no valor de R$ 550,00. Queremos recuperar as perdas desde 1991, com a reforma administrativa feita pelo governo do Jaime Lerner, disse.Marcelo AlmeidaProfessores municipais interromperam as aulas às 15 horas para protestar em frente à secretaria. Eles querem a aprovação de um plano de cargos e saláriosUm professor com mais
dez anos ou pós-graduado
ganha o mesmo que colega
em início de carreira


