Professor fala sobre o homem e a natureza
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quarta-feira, 14 de março de 2001
Betânia Rodrigues De Londrina 
A convivência harmônica entre o homem e a natureza é possível desde que haja investimentos contínuos na educação, ciência e tecnologia aliados a uma política ambiental e de distribuição de renda, afirmou o professor doutor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Miguel Serediuk Milano. Foi ele quem abriu ontem o 2º Congresso Paranaense de Ambiente Construído (Copac) que acontece paralelamente a Feiracon 2001, em Londrina.
A palestra de Milano teve como tema Homem e Meio Ambiente: tecnologia e ética dirigida a profissionais da área tecnológica, especialmente, no setor da construção civil. Na opinião dele, o Brasil está no caminho certo, apesar de o processo para conscientização ambiental ainda estar muito lento. Para compensar a estagnação da década de 80, precisaríamos desacelerar ainda mais a natalidade e manter um crecimento econômico anual de 5% durante cinco anos, opinou.
De acordo com o professor, que também é engenheiro florestal, o meio ambiente passa por uma crise em todo o planeta. Para ele, os continentes mais afetados são a Ásia e a África. Ambos são populosos e por isso consomem muito mais recursos naturais. Na África a situação é mais grave porque ela também exporta seus recursos naturais por falta de estrutura tecnológica de aproveitamento. O homem é 100% dependente da natureza e apesar de demonstrar sua preocupação com ela já nos primórdios da história ainda não é consciente disso, explicou Milano, que vê a união da informação com a educação a única solução para o problema.
Como diretor técnico da Fundação Boticário, ele tem dedicado boa parte do seu tempo a vários projetos ecológicos, entre eles o Centro de Capacitação de Técnicos Ambientais. Este funciona na reserva Salto Monte, em Guaraqueçaba (litoral paranaense), e formou 400 pessoas de mais de 80 cidades diferentes nos últimos dois anos.


