Professor é afastado por suspeita de assédio
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Um professor de educação física da rede municipal de Londrina foi afastado cautelarmente das atividades por suspeita de assédio sexual contra estudantes de 8 a 9 anos. O caso foi informado pelo Conselho Escolar e pais de alunas para a Promotoria da Vara da Infância e da Juventude de Londrina na tarde de ontem. A denúncia será apurada pela Justiça e pela Corregedoria do Município.
Este não é o primeiro procedimento administrativo enfrentado pelo profissional, cujo nome não foi divulgado e que está há 13 anos na rede municipal de ensino. Em 2003 e 2007 ele recebeu punições disciplinares. A promotora Édina de Paula recebeu integrantes do conselho e mães de alunas, que comunicaram a suspeita oficialmente.
A primeira providência foi a abertura de um procedimento de verificação de situação de risco, devido à suspeita de possível assédio sexual contra as crianças. O comportamento do professor provocou a suspeita de uma aluna, que teria presenciado o suposto assédio a colegas.
De acordo com Édina, os pais que tiverem suspeitas quanto ao comportamento dos filhos devem procurar a Promotoria da Vara da Infância e da Juventude. A idéia da promotora era encaminhar ao juizado, na próxima segunda-feira, um procedimento com pedido de proteção. O objetivo era pleitear justamente o afastamento do professor do contato com as crianças.
O caso também será encaminhado para a Polícia Civil, responsável pela investigação na esfera criminal. ''O objetivo da Vara da Infância é garantir a proteção das alunas por causa da suspeita da situação de risco'', explicou a promotora. Pais e professores da instituição de ensino deverão ser ouvidos.
O representante do Conselho Escolar e as mães que estiveram no Fórum evitaram o contato com a imprensa. Segundo a promotora, o professor de educação física alegou que o contato com as alunas é comum na terra de origem dele e trataria-se de uma questão cultural.
''Há relatos de crianças que estão indo para a escola de chinelos para não terem de fazer educação física'', comentou Édina. A promotora acrescentou que as informações dos pais das alunas dão conta que o profissinal fazia ''brincadeiras'' com as crianças para criar a oportunidade de tocá-las. Um desses jogos é conhecido como ''Vassourinha'' e, de acordo com a promotora, consiste em segurar as crianças de ponta cabeça. Nestas oportunidades, o professor se aproveitaria das meninas.


