Sid Sauer
De Campo Mourão
O professor Fernando Rodrigues da Silva está sendo acusado de ter agredido com tapas e beliscões três alunos da 7ª série do Colégio Estadual Oswaldo Cruz, em Campo Mourão. As agressões ocorreram anteontem à tarde na sala de aula. Os três alunos, todos cos 13 anos, ficaram com hematomas nos braços, nas costas e no pescoço. Uma menina, D., chegou a ter a camiseta rasgada ao ser puxada pelo professor.
Também foram agredidos a aluna E. e o colega dela, L. Um quarto estudante só não ficou com hematomas porque se protegeu com a bolsa dos tapas do professor. As agressões aconteceram durante a primeira aula, pouco depois das 13h30.
Segundo relato de alunos, Silva teria se irritado com a conversa dos estudantes e iniciado uma discussão. Quando os alunos ameaçaram sair da sala, começaram as agressões físicas. Mesmo com o incidente, Silva continua dando a aula, mas sem a presença de D., E. e L. Ele fechou a porta da sala. A diretora do colégio, Izabel Battilani, colocou fiscais pelo lado de fora das janelas para vigiar o comportamento de Silva.
Depois, ela impediu que ele voltasse à mesma sala para ministrar uma nova aula no quarto horário. Ontem, o professor não compareceu à escola. Ele também não foi localizado pela Folha.
‘‘Foi uma coisa horrorosa’’, disse ontem a diretora do colégio. ‘‘Os alunos entraram em pânico’’, disse. Segundo ela, entre 25 e 30 estudantes estavam na sala na hora das agressões. O Núcleo Regional de Educação formou uma comissão para apurar o que aconteceu. Também foi aberto um processo administrativo contra o professor. Os pais dos três alunos registraram queixa na polícia e o caso foi constado em ata da escola.
Silva é professor de história e geografia no Colégio Oswaldo Cruz há 5 anos e nunca teve problemas na escola. Ele é considerado um professor calmo tanto por professores quanto por estudantes. Ontem, alunos dele de outras turmas se mostraram surpresos com a notícia das agressões. ‘‘Ele sempre foi calmo’’, disse R., de 15 anos. ‘‘O professor Fernando nunca foi de gritar com ninguém’’, afirmou M., também de 15.

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