Os professores do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Curitiba vão manter a greve iniciada no dia 31 de março. A decisão foi tomada ontem, em assembléia geral. Enquanto isso, os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) se reúnem hoje para definir o novo calendário da instituição, e os servidores para discutir a continuidade ou não da greve que já dura 87 dias.
Mário Lopes Amorim, diretor de comunicação do Sindicato dos Docentes do Cefet, diz que a paralisação continuará na instituição por causa da não inclusão dos professores de 1º e 2º graus no Projeto de Lei que instituiu a Gratificação de Estímulo à Docência, aprovado pelo Congresso Nacional na semana passada. Ele diz que, além de não serem beneficiados pela lei, os docentes receberam uma proposta considerada absurda - de bolsas de estudo por 120 dias - feita pelo Ministério da Educação e do Desporto (MEC). Os professores do Cefet vão realizar nova assembléia na próxima segunda-feira, para avaliar o quadro do movimento.
Depois de decidirem o retorno às aulas também na segunda, professores da UFPR se reúnem hoje para discutir como o trabalho será desenvolvido. O presidente da Associação dos Professores da entidade, José Roberto de Braga Portella, diz que, provavelmente, as aulas perdidas durante a greve serão repostas, já que o Conselho de Ensino e Pesquisa da UFPR apresentou um projeto que dá poucas chances de possibilitar o cancelamento do calendário 98.
Ontem à noite, os estudantes da UFPR também se reuniram para discutir sobre a continuidade ou não da greve. Até o começo da noite, a assembléia não havia terminado. (A.R.)

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