Professor diz que prova será melhor. E mais barata
Professor diz que
prova será melhor.
E mais barata
O professor Luiz Carlos Bruschi, que coordenou a proposta de mudança no vestibular da UEL, acredita que o novo sistema seria um avanço pedagógico em relação à atual prova. Primeiro, ele diz, porque o novo exame democratizaria a participação dos candidatos na primeira fase. E também porque as provas específicas podem definir se o candidato tem ou não vocação para o curso que escolheu.
Outra vantagem, afirma Bruschi, será em relação aos custos de produção do vestibular, que devem ficar menores. Ele explica que no próximo concurso, por exemplo, mais de 22 mil candidatos foram inscritos. Isso representa, além de toda estrutura montada no câmpus da UEL para quatro dias de prova, um valor maior pago para os serviços de elaboração, correção, listagem e classificação, atualmente comprados da Fundação Carlos Chagas.
Pelo novo modelo, o número de dias de vestibular seria menor, assim como o número de provas e atividades de correção. Na segunda fase, por exemplo, a expectativa é que o número de candidatos caia para no máximo 7 mil, diminuindo os custos de produção. Isso pode significar também um valor menor na inscrição do vestibular, que este ano custou R$ 100,00 para os candidatos.
A comissão que elaborou o trabalho entende que seria possível implantar a nova proposta já no vestibular de inverno do próximo ano. Bruschi diz que o trabalho não aponta se o melhor caminho para a UEL seria elaborar o próprio vestibular, ou então que o serviço continuasse terceirizado, como é atualmente. Quem decide isso são os conselhos superiores da Universidade.
Bruschi destaca ainda que, por enquanto, o que foi apresentado à reitoria é apenas uma proposta - que pode ser reprovada ou sofrer alterações. Mas a realização de vestibulares por área, segundo ele, é uma tendência seguida por várias universidades do País. A esperança é que a proposta passe com poucas mudanças.





