O professor de matemática da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Luís Antônio Vieira de Carvalho, afirma que a teoria da relatividade, cuja origem é de cerca de 100 anos, não está certa. Segundo Carvalho, a teoria é ''inconsistente'', mesmo depois da descoberta singular do pai da física, Albert Einstein, porque o desenvolvimento das fórmulas dá o resultado em que um é igual a zero.

Pela teoria da relatividade de Einstein, ''a luz se propaga em linha reta com velocidade constante em qualquer referencial inercial''. Conforme a nova teoria desenvolvida pelo professsor da UEM, ''a propagação só pode valer em apenas um referencial inercial''. ''Não é em qualquer referencial, mas somente em um'', ressalta Carvalho.

O professor constatou o problema através das fórmulas matemáticas do ''Esquema de Michelson-Morley-Lorentz'', físicos que no final do século 19 tentaram provar a existência do éter como um meio hipotético para a propagação da luz. Para Carvalho, Einstein cometeu um erro porque a origem da teoria desenvolvida pelos físicos já estava equivocada.

Segundo o professor, o esquema matemático era baseado no deslocamento de apenas um fóton (partícula de carga elétrica nula) de luz. Ele diz que baseou seu estudo em dois fótons mantidos em uma distância constante sobre um mesmo raio. ''Por isso sempre me perguntam como ninguém viu o erro antes e eu lembro que a diferença está no número de fótons, que podem ser mostrados via geometria elementar, mas que para a lei da reflexão não pode valer'', explica Carvalho.

O professor diz que a polêmica em torno do assunto tem sido evitada por físicos brasileiros e do exterior. Carvalho concluiu o estudo há dois anos e publicou o artigo em uma revista científica brasileira. Ele diz que não consegue inserir a matéria nas revistas estrangeiras sobre física porque os editores evitam discutir o assunto. ''Ninguém até agora conseguiu contestar a minha teoria, mas não querem publicá-la'', afirma o professor. ''Os editores tentam me convencer que a física não é uma ciência exata como a matemática, mas uma teoria não pode usar a matemática só quando lhe convém'', diz Carvalho.

Por causa da dificuldade em mostrar que a teoria da relatividade está ''condenada'', Carvalho começou a desenvolver um outro estudo em que afirma que Einstein sofria de dislexia e os físicos seguidores têm a mesma doença só que da forma ''induzida''. A dislexia é uma dificuldade mental de associar figuras no espaço e no tempo. ''É uma doença que atrapalha justamente o que a relatividade avalia que é o espaço temporal'', relata o professor.

Segundo Carvalho, derrubar a teoria de Einstein implica em uma série de consequências. Uma delas é da própria didática aplicada nos colégios. ''Para a física não muda nada, o que muda é a importância que o nosso próprio País dá para as pesquisas feitas no exterior, que se nós analisarmos são inúteis e desnecessárias'', conta o professor.

Formado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e com doutorado pela Universidade Brown Island, nos Estados Unidos, Carvalho leciona há 32 anos.

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