O presidente do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), César Caggiano, diz que a entidade já havia tomado a decisão de não aprovar a proposta feita pela Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp), que admite corte nas verbas de custeio mais investimento. Estes cortes, segundo ele, trariam prejuízos sérios ao ensino a médio e longo prazos. ‘‘As universidades ficariam engessadas. Mas agora o governo propõe um corte maior, de mais 10% sobre a proposta da Apiesp’’, lamenta.
César Caggiano observa que em 1998, foram gastos R$ 258 milhões só com folha de pagamento. A proposta da Apiesp propõe R$ 264,6 milhões com a folha para 1999, mas o governo acena com apenas R$ 238 milhões. Os caminhos para a equação dos recursos, segundo ele, teriam que passar por demissão, plano de demissão voluntária, tercerização de serviços e até implantação de ensino pago.
Em valores gerais, a proposta da Apiesp prevê um total de R$ 267,5 milhões para 99 (incluindo custeio e pessoal), menos do que foi gasto no ano anterior - R$ 268,6 milhões. Mas o governo propôs ainda menos: R$ 240,7 milhões. Por isso, o presidente do Sindiserv avalia que a proposta do governo do Estado deva ser apenas um ‘‘balão de ensaio’’ para início das negociações.
César Caggiano observa ainda que o orçamento de uma só instituição federal instalada no Estado, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), que é de R$ 300 milhões, é maior do que hoje é gasto com as três universidades estaduais, as de Londrina, Ponta Grossa e Maringá.

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