Professores da rede estadual de ensino e o secretário de Educação, Ramiro Wahrhaftig, voltam a se reunir a partir das 17 horas de hoje no Palácio Iguaçu, em Curitiba. A expectativa dos professores está centrada na possibilidade do restabelecimento da contribuição sindical. No mês passado, o governo cortou o desconto em folha pela segunda vez este ano. A decisão desencadeou protestos dos professores.
Uma reunião promovida ontem pela manhã entre Wahrhaftig e a APP-Sindicato agradou os representantes da categoria. ‘‘Houve avanço. O governo tem disposição para negociar e estamos abertos ao diálogo’’, disse o secretário de imprensa do sindicato, José Lemos.
Wahrhaftig preferiu adotar uma postura de cautela diante das declarações do representante da APP. ‘‘Vamos fazer consultas a secretários e deputados da base de governo para depois apresentarmos uma resposta’’, comunicou. Ele não quis mencionar nomes, mas antecipou que a decisão acabaria sendo ‘‘política’’. O secretário voltou a defender que a decisão de paralisar a remessa da contribuição para o sindicato (cerca de R$ 300 mil ao mês) não foi inconstitucional, apesar de a APP argumentar que a Constituição Federal garante o direito de desconto em folha.
Na quinta-feira da semana passada, em protesto contra o corte, a APP organizou uma manifestação que reuniu cerca de 5 mil pessoas em frente ao Palácio Iguaçu. Quinze manifestantes chegaram a entrar em greve de fome. ‘‘Isso sensibilizou o governo’’, disse José Lemos. Segundo ele, se o resultado da reunião de hoje confirmar a suspensão da contribuição, os professores podem voltar a fazer greve de fome.(D.V.)

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