Professor descobre novo uso para medicamento
Professor descobre novo
uso para medicamento
Milhares de pessoas poderão ficar livres das diarréias constantes provocadas por uma doença chamada Retocolite Ulcerativa Inespecífica ou Idiopática (RCUI), graças à pesquisa do bioquímico Itagiba Geraldo Moretti, professor do Departamento de Ciências Patológicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL). No Brasil existem cerca de 10 mil notificações de pessoas com retocolite.
Em 1988 ele começou a pesquisar novos medicamentos contra a doença e, em 92, descobriu um protozoário nas fezes de um paciente. Sempre que ocorria a retocolite ulcerativa havia o protozoário. Hoje sabemos que ele é o causador do processo inflamatório.
Ainda em 92, Itagiba Moretti iniciou o tratamento de dois pacientes com o medicamento Falmonox 500mg (Teclozan), indicado para infecções causadas por amebas que atuam nas mucosas intestinais. Segundo o professor, atestados médicos comprovam que as pessoas tratadas com o Teclozan ficaram livres da doença. O mesmo ocorreu com um grupo de 30 pacientes que tomaram a droga em 97.
Segundo o professor, a diarréia provocada por amebas costuma durar três dias, mas no caso da retocolite o doente sofre por mais de 10 anos com diarréias intensas. O motivo é que milhares de protozoários se reproduzem no intestino, parte é eliminada e o restante volta para as as células da mucosa intestinal. A tendência é sempre evoluir para um câncer de colo intestinal em razão do longo processo inflamatório. Itagiba Moretti requereu a patente de uso do Teclozan nos Estados Unidos, onde está sediado o laboratório Sanofi-Wintrob, fabricante do Falmonox.(L.R.)





