O coordenador do Laboratório de Biodiversidade e Restauração de Ecossistemas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), José Marcelo Torezan, defende que a população precisa ser melhor orientada sobre o papel das árvores para a sa© úde ambiental. ''O serviço público está defasado, não há dúvidas, mas é preciso avaliar também se o motivo do abate não é irrelevante, como sujeira nas calçadas, por exemplo.''
Segundo ele, o corte de árvores urbanas faz com que a cidade fique mais quente, uma vez que são elas que despejam toneladas de partículas de água na atmosfera. ''Sem árvores, a variação da temperatura durante o dia fica mais extrema. Pela manhã está frio, já no horário de almoço esquenta, enquanto que à noite torna a ficar frio.''
Para solucionar estes problemas, uma indicação seria a manutenção das árvores e o plantio planejado de novas mudas. O professor explica que existem cerca de 300 espécies nativas da região que poderiam ser utilizadas nas ruas.
De acordo com o diretor operacional da Sema, Marcos Vinicius Tersariol, a orientação dos funcionários da Sema sempre foi plantar uma nova muda, mais adequada ao ambiente, no lugar de cada árvore erradicada. Entretanto, em função da falta de equipe, o trabalho de replantio está em ritmo lento. ''A prioridade é a manutenção com a poda e abate; vamos fazendo a reposição das mudas na medida do possível.'' (G.B.)

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