Professor de jiu-jitsu é preso por espancamento
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sexta-feira, 26 de março de 1999
Luciana Pombo 
O professor de jiu-jitsu, José Otávio Félix, de 20 anos, foi autuado e preso em flagrante, na madrugada de ontem, após espancar dois rapazes, no centro de Curitiba. Ele teria encontrado José Félix da Silva e Gabriel Seyboth, ambos de 19 anos, e iniciado uma discussão. Félix e Silva tinham uma briga antiga por terem o mesmo sobrenome. Segundo Seyboth, o professor começou a utilizar a arte marcial para vencer a briga e pegou uma chapa de ferro que estava jogada na rua. Ele atingiu por diversas vezes o tórax de Silva e o braço de Gabriel, que foram internados no Hospital do Trabalhador.
Félix foi levado para o 1º Distrito Policial onde foi ouvido. O delegado operacional Edson José da Costa abriu inquérito policial e pretende indiciá-lo por agressão, lesão corporal e tentativa de homicídio. Ele foi encaminhado para a cadeia do 11º Distrito Policial.
Segundo as informações passadas ontem pelo plantão do Hospital do Trabalhador, no Portão, Seyboth passa bem e já está na enfermaria. Silva ainda está internado em estado grave na UTI do hospital. Ele sofreu perfurações no tórax e foi submetido a uma cirurgia de emergência. De acordo com o relatório médico, ele está consciente e o quadro é estável. De qualquer forma, Silva permanece em observação.
Repercussão - Professores e praticantes de jiu-jistu de Curitiba condenaram ontem a violência de alguns simpatizantes da arte marcial. O professor carioca Ivanilson Silva, diz que o jiu-jistu é um esporte e não um instrumento de violência. Se fosse uma discussão eu entenderia, mas isto é marginalidade, lamenta. De acordo com ele, todos os professores de jiu-jitsu precisam estar acima da emoção. Como poderemos educar nossos alunos se não temos a capacidade de controlar nossas próprias emoções, diz ele.
O professor afirma que está assustado com este tipo de violência, que só afasta os atletas da prática do jiu-jitsu. Acho que se queremos que nosso esporte seja acolhido como um esporte olímpico, temos que dar o exemplo e retirar das nossas academias as pessoas violentas, salienta.


