Professor da Unopar ganha prêmio com pesquisa histórica sobre o Paraná
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Redação FolhaWeb com Assessoria de imprensa 
A primeira colônia do Paraná tinha um nome indígena Assunguy - e foi povoada por europeus. Essa descoberta faz parte de um trabalho de pesquisa premiado no último dia 20 de novembro pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHBG), em Curitiba.
A história da Colônia de Assunguy foi tema da dissertação de mestrado em História Social / USP do professor Reinaldo Nishikawa, que ensina no curso de História na Unopar EaD. Ele e outros dois pesquisadores foram premiados por trabalhos de pesquisa que divulgam a história do Paraná.
Reinaldo pesquisou a história de Assunguy durante dez anos. Atual cidade de Cerro Azul, no sul do Estado, a 80 km de Curitiba, Assunguy foi criada em 1960, pouco depois da emancipação do Paraná (19/12/1853). "Desde 1850 o Governo Federal tinha uma grande preocupação com a substituição da mão de obra escrava. Assim, cada região do Brasil tentou atrair imigrantes para trabalhar na lavoura. E tinham que ser imigrantes europeus porque o governo queria branquear a população. No caso do Paraná a ideia era formar colônias pequenas para abastecer com gêneros de primeira necessidade as cidades que já existiam na época. Assim surgiu Assunguy", conta o professor. A colônia foi criada por imigrantes alemães, poloneses e ucranianos. "Eram várias etnias diferentes, uma verdadeira torre de babel, com línguas e culturas bem distintas", acrescenta.
As diversidades lingüísticas e culturais, além da dificuldade de transporte, fizeram com que muitas das mais de 130 colônias estabelecidas na época fracassassem rapidamente. Não foi assim com Assunguy, que conseguiu se estabelecer tornando-se município no século XX (27/12/1897) e manteve a tradição agrícola, atualmente conhecida como "terra da laranja".
Para o professor Reinaldo, a pesquisa histórica é importante para ajudar a conhecer o passado e a compreender melhor o presente. "Isso nos faz ter um olhar mais vivo para a nossa história. Fala-se muito do Paraná como o celeiro do mundo mas não se pergunta de onde surgiu esse celeiro. Essa história começou com um problema para ser resolvido, a questão da mão de obra. E a gente percebe que o nosso Estado preserva essa tradição agrícola até hoje", aponta.
Apaixonado por pesquisa, o professor está mapeando todas as colônias formadas no Paraná durante o século XIX. Ele vai estudar a estrutura social, familiar e de produção dessas famílias em sua tese de mestrado em História Social / USP.
Mais do que reconhecimento pessoal, Reinaldo acha que a importância do prêmio lançado pelo IHGB é a divulgação da história do Estado: "Qualquer tentativa de alimentar a pesquisa histórica é válida porque o paranaense não conhece a sua história, que é muito rica. São pesquisas como essas que descobrem os verdadeiros heróis da nossa história. Gente que trabalhou, suou, sonhou e construiu o dia a dia do Estado".


