Mais um assalto quase termina em morte em Londrina. Galdino Andrade Filho, de 48 anos, professor de microbiologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), foi baleado no abdômen ao ser assaltado na noite de quinta-feira, na Rua Valparaíso, próximo da Avenida Higienópolis (região sul).
Segundo a polícia civil, que investiga o caso, informações de testemunhas dizem que dois rapazes armados teriam dado voz de assalto quando ele se aproximou do veículo e em seguida um deles efetuou o disparo. Ainda não há confirmação que ele teria reagido ao assalto.
Os bandidos fugiram do local levando o carro do professor, uma S-10, mas abandoram logo depois, próximo do local onde ele foi baleado. Galdino foi atendido pelo Corpo de Bombeiros em estado grave. Apesar disso, estava consciente.
O professor foi encaminhado ao Hospital Evangélico onde passou por cirurgia. A assessoria do hospital informou que está internado na UTI, mas não corre risco de morte. Galdino é muito conhecido no meio acadêmico, principalmente por suas pesquisas. Na última edição do jornal da universidade, ele foi destaque pela patente de um antibiótico contra canco cítrico.
Latrocínios -
Somente este mês, quatro pessoas morreram vítima de latrocínio na cidade. Um mototaxista foi degolado e teve a moto roubada próximo à UEL no início do mês. Uma mulher que teve sua bolsa levada na Vila Nova, caiu no chão após o assalto e sofreu traumatismo craniano, morrendo no hospital em seguida.
O estudante Wagner Cardoso Farias, de 26 anos, foi assassinado com disparos em frente à Unifil, quando teve seu carro roubado. Nove dias depois, o comerciante Luis Carlos Gonçalves, de 31 anos, foi morto por adolescentes num assalto na sorveteria onde trabalhava, no Jardim Castelo.
Operação -
Segundo o delegado chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, já há indícios de autoria do homicídio do jovem no bairro Shangri-Lá. Com relação ao professor, as investigações ainda estão sendo feitas. ''Esta noite (ontem), vamos dar continuidade com a operação em vários bairros na cidade. Serão realizadas blitze, arrastões e abordagens durante toda a noite'', disse. Ainda de acordo com Barroso, tanto esta como a operação de quinta-feira já estavam programadas desde o mês passado.
O porta-voz do 5º Batalhão de Polícia Militar, tenente Ricardo Eguédis, acredita que, apesar das operações, os crimes não vão parar de acontecer. ''A presença da polícia na rua é imprescindível, mas é necessário ter uma discussão mais ampla da causa da violência. A maioria dos crimes têm relação com a drogadição e isso precisa ser combatido juntamente com o trabalho de outros setores'', comentou.

mockup