Professor conhece plano neste mês
Os professores da rede estadual de ensino devem começar a receber até o final deste mês o primeiro esboço do Plano de Desenvolvimento Pessoal de Educação (Pladepe), desenvolvido pela Secretaria Estadual da Educação. O projeto, de acordo com o governo, pretende melhorar gradativamente os salários dos profissionais, que passarão a ter pagamentos compatíveis com seu grau de conhecimento.
Os professores receberão um prazo, ainda não definido, para que enviem para a secretaria suas opiniões sobre o plano. A partir daí poderemos incorporar ou não as críticas, diz o secretário da Educação, Ramiro Wahrhaftig. Com as informações em mãos, a secretaria pretende definir, até o final do ano, a versão final do Pladepe, que será enviado ao governador Jaime Lerner.
Para ser implantado, o projeto precisará da aprovação da Assembléia Legislativa, onde deverá dar entrada entre fevereiro e março do ano que vem. O secretário acredita que encontrará barreiras, mas torce para que o plano possa ser colocado em prática já no próximo ano.
Entre as pessoas que são contrárias à implantação do Pladepe estão os próprios professores. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP) está programando o início de uma greve para o dia em que o plano for entregue à Assembléia. O presidente da APP, Romeu Gomes de Miranda, diz que por unanimidade as 2.100 escolas existentes no Paraná se opõem à proposta do governo. É um plano perverso que tira todos os direitos que temos, diz. Ele reclama que o plano reduzirá as férias de 60 para 45 dias, não prevê reajuste salarial e extingue a licença especial de três meses para cada cinco anos de trabalho.
Já o secretário da Educação diz que o Pladepe corrigirá distorções do atual plano de Educação, como a de ascensão profissional da categoria. Hoje, um professor atinge o ápice de sua carreira em dez anos de trabalho. O ideal é que este estágio chegue somente no final, aos 25 anos de trabalho. O Paraná possui atualmente 70 mil professores e 25 mil funcionários administrativos na área de Educação, que absorvem R$ 58 milhões mensais da folha de pagamento.Arquivo FolhaEstado quer pagar professores de acordo com o grau de aperfeiçoamentoAdriana Ribeiro





