Professor condena formas perversas de trabalho
Professor condena formas
perversas de trabalho
As mudanças nas estruturas das organizações e nas relações trabalhistas, que o economista e consultor Marco Aurélio Vianna vê com entusiasmo, são duramente criticadas por Richard Sennett, professor de Sociologia da Universidade de Nova York e da London School of Economics, autor do livro A Corrosão do Caráter, apontado pela revista Business Week com um dos dez melhores lançados no ano passado.
Sennet baseou-se em entrevistas com executivos demitidos e outros desempregados de várias categorias para fazer uma radiografia do capitalismo atual e chegou à conclusão que o ambiente de trabalho moderno chega a impedir a própria formação do caráter.
Para Sennett, o novo capitalismo contesta tudo que, em termos de produção, implique estabilidade ou definição rígida de estruturas e sua regra número um é não há longo prazo.
Como se podem buscar objetivos de longo prazo numa sociedade de curto prazo? Como pode um ser humano desenvolver uma narrativa de identidade e história de vida numa sociedade composta de fragmentos?, indaga.
Sennett vê o novo capitalismo corroendo o caráter e as qualidades de caráter que ligam os seres humanos uns aos outros. Como bem definiu um de seus entrevistados, a palavra emprego está sendo substituída por projetos e o campo de trabalho progressivamente assumido por consultores. (Agência Estado)





