Marcelo AlmeidaMargarida da Luz, do Petit Marché: embalagens para duas pessoasO segmento de verduras e legumes prontos já ganhou um público cativo entre os consumidores curitibanos. Donas-de-casa que não gostam de trabalhar na cozinha, casais que não têm tempo para cozinhar ou pessoas que moram sozinhas e precisam comprar pequenas quantidades já estão habituados a levar para casa produtos já cortados, limpos e prontos para ir à mesa.
Os artigos podem ser encontrados em vários supermercados, feiras livres e lojas especializadas. Alguns locais oferecem inclusive misturas de verduras e legumes em uma mesma embalagem, na medida para a preparação de pratos como frango xadrez e yakisoba (macarrão com legumes).
A professora Jomari Borges, que já está acostumada a utilizar pratos congelados, resolveu aderir à moda das verduras prontas para complementar o cardápio. ‘‘Para quem já come só congelados, os almoços e jantares ficam super práticos. Com as verduras prontas, você pode quase abrir o pacote na mesa e já tem uma salada, sem nenhuma preparação’’, observa.
Apesar de contar com uma empregada doméstica, Jomari optou pelos produtos prontos em busca de maior rapidez na cozinha. ‘‘Nossa empregada cuida mais da limpeza da casa. Quem cozinha é o meu marido, que também trabalha com a venda de produtos congelados’’, conta ela.
Outra utilidade dos legumes e verduras já cortadas e limpas é a economia de tempo em casos de emergência - como em almoços marcados em cima da hora. ‘‘Normalmente prefiro as verduras que não estão prontas mas, em uma emergência, vale a pena pagar um pouco mais’’, comenta a professora Ângela Staub.
De olho nessa tendência de mercado, a advogada Lúcia Stall e sua sócia Maria Margarida da Luz resolveram abrir uma loja especializada em verduras e legumes prontos para o consumo: o Petit Marché.
Ali o consumidor pode encontrar desde cenoura ralada e fatias de beringela até tomate picado e couve mineira. A loja oferece embalagens plásticas para duas ou três pessoas com validade de quatro a cinco dias. ‘‘Às vezes a pessoa deixa de comprar verduras pelo trabalho que vai ter ou pela grande quantidade. Somos donas-de-casa e sempre encontramos dificuldades com isso. A idéia é facilitar a vida dos consumidores’’, explica Lúcia Stall.(G.P.)

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