Produtos para exportação
A imagem dos antigos garimpeiros na beira do rio com suas peneiras nas mãos, ou dos mais corajosos que encaravam mergulhar com escafandros, praticamente não existe mais no Tibagi Balsas com extração mecânica, ainda que rudimentares, dividem o espaço com mergulhadores - estes com equipamentos mais modernos - que auxiliam na separação do cascalho Neste sistema, os mergulhadores recebem uma porcentagem, algo em torno de 35%, pelo o que encontram; o restante fica com o dono da balsa
Hoje, no entanto, já é possível encontrar um modelo de extração ainda mais moderno, sem a participação de mergulhadores, apenas homens operando máquinas A FOLHA esteve na balsa da Mineradora Tibagiana Com cerca de 250 metros quadrados e 32 toneladas, a balsa fica em uma das áreas concedidas pelo DNPM à minedora, cuja autorização demorou dez anos para ser aprovada e, de acordo com um dos proprietários, Khaled Jezzini, quase não saiu devido à concessão ao Consórcio Cruzeiro do Sul para a construção da Usina Hidrelétrica Mauá, cuja barragem ficará pouco abaixo de onde está a balsa de Jezzini
A portaria autoriza a exploração em uma área de 950 hectares, na qual a licença permite a instalação de dez plataformas em toda essa extensão Segundo Jezzini, a plataforma visitada tem capacidade de sucção de cascalho dez vezes maior que o método das balsas com mergulhadores ''Isso resulta em extração de 150 a 200 metros cúbicos de cascalho por dia O método de processamento é por granulometria e densidade do cascalho '' O investimento em toda a plataforma ultrapassa os R$ 10 milhões, incluindo os equipamentos, conforme o empresário
Apesar de não revelar se o investimento já foi recuperado, diz que sua produção mensal é de 360 quilates mensais de diamantes ''Nosso produto é direcionado à exportação, devido sua alta qualidade: mais de 70 gemas para lapidação Os principais compradores são países como Estados Unidos, Bélgica, Emirados Árabes e Israel '' A produção, entretanto, poderá ser muito maior depois da descoberta que há diamantes abaixo do que chamam ''falsa laje'', uma camada mais profunda do rio, composta essencialmente por magnetita, caolinita e montmonilonita ''Acredito que poderemos chegar a produzir de mil a dois mil quilates por mês'', afirma





