O consumidor que costuma comprar sucos, cereais e outros alimentos a granel deve ficar alerta. Sem saber a procedência do produto, ele pode estar levando para casa alguns inimigos capazes de provocar infecções, zoonoses e até tuberculose. O alerta é da coordenadora da Vigilância Sanitária de Curitiba, Rosana Rolim Zappe.
Entre os problemas que podem ser encontrados em cereais e vegetais que são vendidos sem passar por processos industriais, está a bactéria Bacillus cerus, que se prolifera na terra, no pó ou na sujeira em geral. Entre os sintomas que provoca está o vômito e a diarréia. Já nos diversos tipo de conserva, a bactéria mais comum encontrada é a Clostridium botulinum, capaz de causar distúrbios neurológicos, como tontura, por exemplo. Nas carnes assadas, a presença do parasita pode provocar diarréia e cólicas.
Para evitar esses problemas, a técnica sugere que os consumidores observem os produtos na hora da compra, apesar de considerar difícil diagnosticar algum problema. Uma forma de se proteger é procurar saber a procedência do alimento. Apesar de o vendedor não ser obrigado a expor essa informação, Rosana Zappe diz que o comprador tem direito de perguntar.
Mas essa não é uma preocupação do agente de Educação Edison Bolino, que gosta de comprar feijão por peso no Mercado Municipal de Curitiba. ‘‘Venho pela variedade e pela opção de comprar a quantidade que quero’’, explica.
Feijão é o produto mais procurado na barraca onde trabalha Isaac de Oliveira, também no Mercado Municipal. Segundo ele, o tipo mais procurado é o ‘cavalo’, comprado principalmente pelos donos de restaurantes que costumam fazer salada. ‘‘Eles acham que o feijão a granel, que compramos dos colonos, é mais macio e saboroso do que o vendido em supermercados’’, comenta.
A venda dos produtos a granel não é regida por uma lei específica. Segundo a técnica da vigilância, a comercialização tem como base o Decreto 986/69, que determina que os alimentos destinados ao consumo devem ser registrados. Em Curitiba, poucos estabelecimentos comercializam produtos a granel, e nenhum deles apresentou problemas durante as fiscalizações realizadas pela Vigilância Sanitária.

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