A framboesa ainda é uma fruta pouco conhecida pela comunidade de Londrina, mas a Feira de Produtos de Época que está acontecendo até hoje na Praça Marechal Floriano Peixoto (centro), promete seduzir as pessoas. É praticamente impossível passar pela praça sem sentir ‘‘água na boca’’ ao olhar as tortas, bolos, geléias e sucos feitos com a fruta. Sem falar na própria framboesa que, de cor vermelha escura e aparência suculenta, é um convite à gula.
As produtoras Marinete e Débora Bandeira cultivam cerca de sete alqueires no distrito Warta, onde a fruta divide espaço com o morango, uva e outros produtos. Elas pretendem vender pelo menos mil caixas de framboesa durante os três dias da feira, repetindo o volume de vendas do ano passado. ‘‘O londrinense ainda não está acostumado a consumir a framboesa. A comercialização desta fruta ainda é recente’’, explicou Débora Bandeira.
Até dois anos atrás a fruta dificilmente era encontrada ao natural. A produção em Londrina era limitada e servia apenas para abastecer confeitarias e lanchonetes que a usavam em sucos, doces, bolos e tortas. Hoje, diz Marinete Bandeira, a aceitação da framboesa aumentou sensivelmente. ‘‘No ano passado, conseguimos colocar o produto nos supermercados e vendemos oito mil caixas ’, contou.
Segundo ela, a framboesa só não conquistou totalmente o paladar do londrinense porque as pessoas ainda não sabem como usá-la. Consumida ao natural, diz, a fruta tem um leve sabor amargo no final que pode desagradar. O problema, garante, é facilmente contornado. O segredo é congelar a fruta antes de usá-la em qualquer receita (doce, geléia ou suco). Além de intensificar o sabor, ela afirma que o congelamento ajuda a encorpar o suco e geléia. Congelada, a framboesa pode ser conservada por até dois anos.
Além do sabor, a framboesa tem a seu favor o fato de ser cultivada sem o uso de agrotóxicos. ‘‘Ela pode ser consumida sem preocupações porque é totalmente natural’’, informou. Por ser uma fruta frágil - dura no máximo dois dias na geladeira - o consumidor tem mais garantias de encontrar o produto sempre fresco. ‘‘O produtor tem de fazer a colheita no ritmo da comercialização para não perder o produto’’, explicou.
Mas não são só as frutas que atiçam a vontade de quem passa pela praça. Pães, biscoitos, conservas, salames, e outros produtos da agroindústria familiar da cidade podem ser encontrados na feira que também oferece rosas. Promovida pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, a feira de produtos de época tem como objetivo oferecer ao produtor uma alternativa de escoamento do produto. A venda direta à população possibilita ainda a prática de preços mais baixos. A cumbuca está sendo vendida a R$ 1,00 cada e a caixa, a R$ 3,80.

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