Produtores rurais reclamam
Alexandre Sanches
Enviado a Jataizinho
Moradores e agricultores da região de Jataizinho (25 km a leste de Londrina) estão sofrendo as consequências de interrupções em estradas municipais que eram utilizadas por motoristas que não queriam pagar o pedágio. Duas estradas rurais que passam ao lado das cancelas da Econorte - concessionária responsável pelo lote 1 do Anel de Integração -, a da Água Branca e Água das Flores, que antes tinham entrada e saída na PR-090 e BR-369, agora possuem somente uma entrada.
Na estrada da Água Branca, palco de vários protestos de vereadores, agricultores e motoristas descontentes com o pedágio, hoje uma placa alerta que a estrada municipal não tem saída para a BR-369. Na estrada da Água das Flores também houve vários protestos, inclusive impedindo que a concessionária bloqueasse o acesso naBR-369, no sentido de Cornélio Procópio. Como não houve acordo entre as partes, a solução da concessionária foi rasgar literalmente a estrada, na altura de um córrego, impedindo o tráfego de qualquer veículo.
Quem não se conforma com esta situação é a família Cavalcanti, de Cornélio Procópio, que arrendou três áreas na região. Duas ficam antes do córrego. A terceira, justamente do outro lado, a cerca de mil metros. Somos obrigados a trafegar com o trator mais de 14 quilômetros, inclusive andando com implementtos na rodovia, colocando em risco outras vidas, comentou José Gilson Cavalcanti, 32 anos.
No início do arrendamento, a família conseguia atravessar por uma canalização do ribeirão - construída na época do desvio, quando um caminhão caiu da ponte e a destruiu parcialmente. Atravessávamos ali com a Kombi, que é velha. A Econorte descobriu, vieram com tratores e quebraram inclusive as manilhas. Agora temos que andar até Jataizinho para depois voltar para a área arrendada. Nem trator passa pelo local, desabafou Erivelto Antônio Cavalcanti, 39 anos.
A única vantagem da família é que conseguiu cadastrar a Kombi na Econorte e não paga pedágio. O mesmo acontece com o trator, que é isento da tarifa. Mas eles reclamam do incômodo e das despesas com combustível a cada viagem. A Econorte, quando fechou a estrada, prometeu dar outra alternativa para a gente. Mas até o momento não fizeram nada, ressaltou. Os Cavalcanti garantem que outros proprietários rurais da região estão vivendo o mesmo problema.





