Lucinéia Parra
Enviada a Floresta
Produtores de Floresta (25 km a oeste de Maringá) reabriram ontem o acesso à estrada municipal G-1001, que é usada como desvio da praça de pedágio mantida pela empresa Viapar (concessionária responsável pelo lote 2 do Anel de Integração) na BR-369. O acesso foi fechado anteontem à tarde pela Viapar. Ontem de manhã, cerca de 50 produtores da região foram até o local para desobstruir o bloqueio.
A estrada, de acordo com o prefeito Manoel Dias de Miranda (PSDB), existe há mais de 50 anos e tem sete quilômetros. O prefeito, que também é produtor, apoiou a manifestação. Segundo ele, a Viapar desrespeitou o acordo feito com os agricultores e moradores das propriedades vizinhas. Pelo acordo, os carros e caminhões com placas de Floresta poderiam passar pela estrada municipal sem pagar o pedágio. Para controlar o fluxo de veículos, a Viapar chegou a colocar uma porteira no meio da estrada municipal.
Nas últimas semanas, conforme os agricultores, a Viapar estava impedindo a passagem da maioria dos veículos. ‘‘Em plena época de safra, a gente tentava passar pela estrada rural e a Viapar não permitia. O acordo foi rompido pela empresa’’, disse o produtor Aparecido Juarez Carreira. O prefeito de Floresta também critica a Viapar pelo fechamento da estrada municipal em plena safra. ‘‘A Viapar não poderia ter feito isso’’, afirmou.
Há duas semanas, o trabalhador rural Elivelton Gomes Cardoso foi barrado pela Viapar ao tentar passar pela estrada municipal. Irritado, ele serrou a porteira e conseguiu passar. Outros agricultores reagiram da mesma forma na semana passada diante do fechamento da porteira. ‘‘A Viapar colocava a porteira e impedia a gente de passar. Então, destruíamos tudo’’, admitiu Cardoso. Para evitar novas destruições, a Viapar bloqueou anteontem, com galhos de árvores, o acesso à estrada. A empresa, segundo os produtores, também fez uma valeta para dificultar o acesso. Ontem de manhã, os produtores destruíram a porteira, retiraram os galhos e readequaram o acesso, tapando a valeta com terra.
A assessoria de imprensa da Viapar informou ontem que a empresa lamenta o ocorrido e que a abertura da estrada vai significar um ponto crítico de acidentes. A concessionária insiste que a estrada é um acesso irregular que leva a propriedades particulares. A empresa não pretende fechar novamente o acesso, mas disse que vai informar o DER sobre as consequências da abertura da estrada.

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